Tecfix One

Adesivo para ancoragem à base de resina epóxi-acrilato

Descrição

Tecfix One é um produto bicomponente disposto numa bisnaga com câmaras independentes, projetada para realizar a mistura adequada dos constituintes imediatamente no momento da aplicação. Tecfix One é um produto pré-dosado, à base de epóxi-acrilato isento de estireno, não retrátil, destinado à ancoragem de barras de aço, chumbadores, tirantes e parafusos de fixação, em estruturas de concreto, rocha ou alvenaria. Adere a substratos úmidos e devido à elevada resistência mecânica conferida à ancoragem requer perfurações de menores dimensões, tanto na profundidade quanto no diâmetro do furo, gerando maior produtividade e economia devido ao menor consumo na obra.

Usos

  • Para ancoragem permanente de barras de aço, chumbadores, tirantes e parafusos de fixação, em concreto, rocha ou alvenaria, tanto na posição horizontal quanto na vertical

Vantagens

  • Fácil de aplicar, apresenta um misturador estático que proporciona a mistura ideal no momento da aplicação
  • Rápido ganho de resistência
  • Pode ser aplicado sobre superfícies secas ou úmidas
  • Não retrátil
  • Resistente a vibrações
  • Garantia e confiabilidade na execução de ancoragens em perfurações verticais voltadas com a abertura para baixo
  • Agilidade da obra com a perfuração de menores profundidade e diâmetro
  • Proporciona grande economia devido ao alto rendimento do material
  • Produto atóxico, não agressivo ao meio ambiente

Instruções de uso

Critérios de projeto

O projetista de estruturas ou de recuperação estrutural deve observar as características e propriedades da resina de ancoragem para dimensionar de forma precisa e segura. Os parâmetros a serem considerados no dimensionamento da ancoragem química são os seguintes:

- Propriedades do concreto de substrato

- Propriedades do aço da barra, chumbador ou elemento a ser ancorado

- Desempenho da resina de ancoragem ou adesivo

- Diâmetro da barra

- Espaçamento das ancoragens

- Profundidade de ancoragem

Devido ao número de variáveis, não é possível ensaiar em laboratório todas as condições de serviço. Portanto, é interessante poder determinar as cargas de trabalho por intermédio do cálculo dos esforços envolvidos. O cálculo para se determinar as cargas de serviço para as barras leva em consideração a profundidade de ancoragem e a qualidade do concreto, indicada pela resistência à compressão do material. O valor da carga determinada pelo cálculo é um indicativo da carga de serviço, que deve ser confirmada por ensaios de campo no local da aplicação.

A Tabela 1 apresenta os coeficientes de aderência b para concretos com resistência à compressão e aço estrutural CA-50.

Tabela 1 – Coeficiente de aderência b – Tecfix One.

Resistência

do concreto

Concreto C25

Concreto C30

Concreto C35

Concreto C40

Concreto C45

Concreto C50

b

0,667

0,778

0,889

1,0

1,111

1,222

A carga de serviço assim calculada deve ser então reduzida em consideração às distâncias da borda, ao espaçamento da ancoragem, à

temperatura e outras circunstâncias que reduzem a capacidade de suporte do substrato. Para barras muito finas a carga de serviço não deve

exceder a carga de ruptura teórica do aço utilizado, devendo-se limitar a carga de serviço ao valor da carga de ruptura teórica dividido por 4,

sendo este o coeficiente de segurança.

Para armaduras, a carga de serviço também não deve exceder a carga de ruptura teórica do aço, no entanto, o coeficiente de segurança passa

a ser de 1,15. As barras de aço estrutural consideradas neste texto são as de uso comum na construção civil brasileira, denominadas CA-50.

A Tabela 2 mostra as forças máximas de tração, ou seja, a carga máxima de ruptura à tração, utilizando o aço para construção CA-50, relacionando quatro classes de concreto, comprimentos de ancoragem mínimos e máximos e diâmetros da barra e do furo distintos.

Tabela 2 – Capacidade de carga para Aço Estrutural CA-50.

Diâmetro
da barra
(mm)

Diâmetro
do furo
(mm)

Concreto C25 e C30

Concreto C35 e C45

Concreto C45 e C55

L mín.
L máx. (mm)

F mín.
F máx. (kN)

L mín.
L máx. (mm)

F mín.
F máx. (kN)

L mín.
L máx. (mm)

F mín.
F máx. (kN)

8

10

80

6,2

80

8,0

80

9,8

280

21,9

219

21,9

179

21,9

10

12

100

9,3

100

12,0

100

14,7

366

34,1

284

34,1

233

34,1

12

16

120

15,0

120

19,2

120

23,5

428

49,1

312

49,1

255

49,1

16

20

160

24,9

160

32,0

160

39,1

562

87,4

437

87,4

358

87,4

20

25

200

38,9

200

50,0

200

61,1

702

136,5

546

136,5

447

136,5

25

28

250

54,5

250

70,0

250

85,5

775

168,8

712

199,4

582

199,1

28

32

280

69,7

320

102,4

320

125,1

800

199,2

800

256,0

773

302,3

Com os dados das Tabelas 2 pode-se avaliar a resistência oferecida pela resina. Para outros diâmetros, recomenda-se estimar a resistência pelo cálculo descrito anteriormente e executar ensaios para comprovar os valores calculados, lembrando que outras variáveis podem influenciar no desempenho final do sistema. Dois outros parâmetros devem ser considerados na avaliação estimativa da capacidade de suporte à tração do sistema de ancoragem. O primeiro se refere ao limite de proximidade da perfuração à face do concreto, ou seja, à borda do elemento estrutural. Esta distância define o fator multiplicativo de redução do limite de distância d1. O segundo se refere à distância entre as perfurações, denominado espaçamento de ancoragem, estabelecendo-se o fator multiplicativo d2.

Em situações em que há uma série de perfurações próximas entre si e das bordas do elemento estrutural, deve-se corrigir a estimativa original da capacidade de suporte à tração com o uso da equação 2 indicada e utilizando-se os fatores multiplicativos da Tabela 3. Os fatores multiplicativos são determinados em função da profundidade de ancoragem “L”, ou seja, uma vez estimada a carga e a profundidade de ancoragem com o uso da equação 1, pode-se considerar a influência da distância da perfuração e da proximidade desta em relação às bordas e modificar o projeto quando necessário, considerando uma perda da capacidade portante.

Tabela 3 – Fatores de redução para correção da capacidade de carga em situações de furos muito próximos entre si e das bordas.

Limite de distância

0,6L

0,7L

0,8L

0,9L

1,0L

1,1L

1,2L

d1

0,48

0,55

0,65

0,70

0,80

0,90

1,00

Onde: L = profundidade de ancoragem

Espaçamento de ancoragem

0,5L

0,6L

0,7L

0,8L

0,9L

d2

0,80

0,85

0,90

0,95

1,00

Preparo e execução das perfurações

A perfuração pode ser executada de três modos: (a) com perfuratrizes rotativas, (b) com coroas diamantadas, neste caso devem ser escareados, ou (c) realizando furos pré-moldados com configuração em cauda de pombo invertida. Após a execução dos furos é de fundamental importância retirar todo o pó e os materiais soltos, preferencialmente com jato de ar filtrado ou água. Utilizando o padrão das bitolas disponíveis para a construção civil, a diferença entre o diâmetro da barra e o diâmetro do furo deve ser de apenas um diâmetro padrão, ou seja, para barras de ancoragem com diâmetro de 12,5 mm, por exemplo, o furo deve ter 16 mm (medida padronizada para as barras de aço CA-50), ou para barras de ancoragem com bitola de 16 mm, o furo deve apresentar 20 mm de diâmetro. Devido à elevada resistência mecânica de Tecfix One, as profundidades de ancoragem podem ser calculadas com dimensões muito inferiores, gerando um enorme ganho de produtividade, velocidade na execução e economia de equipamentos e de materiais.

Preparo das barras de aço

As barras, chumbadores, tirantes e parafusos de fixação devem apresentar-se limpos, isentos de graxas, óleos e produtos de corrosão. Após a limpeza, não manusear o metal na região de ancoragem. De preferência proteger as extremidades das barras até o momento da ancoragem.

Mistura

É realizada no momento da aplicação pelo próprio sistema da embalagem. Acoplar o bico helicoidal na ponta da bisnaga de Tecfix One, inserir esta no Aplicador Tecfix One e bombear o adesivo, até observar-se a saída do fluido lubrificante que deve ser descartado. No momento em que se observar a vertência do produto homogêneo com consistência pastosa, introduzir o bico nas perfurações para início da aplicação.

Aplicação

A superfície do concreto pode estar seca ou úmida. Tecfix One deve ser bombeado continuamente para dentro dos furos de ancoragem com o uso do Aplicador Tecfix One, sempre do fundo para a borda. A barra deve ser inserida sob pressão e com leve movimento de giro, até atingir a profundidade determinada em projeto. A barra deve ser mantida na posição até o endurecimento da resina, que é de, no máximo, 30 minutos, dependendo da temperatura ambiente.

As Tabelas 4 e 5 apresentam o consumo calculado para as situações de ancoragem descritas no item Critérios de projeto.

Tabela 4 – Consumo para aço estrutural CA-50 e concretos C20 e C25.

Diâmetro da barra
(mm)

Diâmetro do furo
(mm)

Concreto C20 e C25

L mín.
L máx. (mm)

Consumo por furo
(cm³ ou mL)

Quantidade de furos
por embalagem de 380 mL

8

10

80

2,26

168,0

280

7,91

48,0

10

12

100

3,45

110,0

366

12,64

30,0

12

16

120

10,55

36,0

428

37,65

10,0

16

20

160

18,10

21,0

562

63,53

6,0

20

25

200

35,33

10,0

702

123,99

3,0

25

28

250

31,20

12,0

775

96,73

3,5

28

32

320

60,29

6,0

800

150,72

2,5

Quando há mais de uma situação de ancoragem, ou seja, quando há mais de um diâmetro de barra ou variam os comprimentos de ancoragem, deve-se calcular por números de furo para cada situação e somar o volume total. Para obter o número de peças da resina de ancoragem, devese dividir o volume total, em mL, por 380. Caso seja necessário calcular o consumo em kg, a densidade de Tecfix One é 1.700 kg/m³. Para situações intermediárias pode-se interpolar os dados ou utilizar a equação 3 para a determinação do consumo da ancoragem química.

Tabela 5 – Consumo para aço estrutural CA-50 e concretos C35 e C45.

Diâmetro da barra
(mm)

Diâmetro do furo
(mm)

Concreto C35 e C45

L mín.
L máx. (mm)

Consumo por furo
(cm³ ou mL)

Quantidade de furos
por embalagem de 380 mL

8

10

80

2,26

168,0

219

6,19

61,0

10

12

100

3,45

110,0

284

7,85

48,0

12

16

120

10,55

36,0

312

27,43

13,5

16

20

160

18,09

21,0

437

49,40

7,5

20

25

200

35,33

10,5

546

96,43

3,5

25

28

250

31,20

12,0

712

88,87

4,0

28

32

320

60,29

6,0

800

150,72

2,5

Tabela 6 – Consumo para aço estrutural CA-50 e concretos C45 e C55.

Diâmetro da barr
(mm)

Diâmetro do fur
(mm)

Concreto C45 e C55

L mín
L máx. (mm)

Consumo por fur
(cm³ ou mL)

Quantidade de furo
por embalagem de 380 mL

8

10

80

2,26

168,0

179

5,06

75,0

10

12

100

3,45

110,0

233

8,05

47,0

12

16

120

14,07

27,0

255

22,42

16,5

16

20

160

18,09

21,0

358

40,47

9,0

20

25

200

35,33

10,0

447

78,95

4,5

25

28

250

31,20

12,0

582

72,64

5,0

28

32

320

60,29

6,0

773

145,63

2,5

É importante levar em consideração uma determinada perda de material, devido principalmente ao excesso que pode ser lançado nas perfurações, o que pode ocorrer no início das atividades, já que é necessário calibrar o número de movimentos de bombeamento da resina para garantir a quantidade correta a ser aplicada em cada perfuração. Esta perda pode variar também em função de erros nas dimensões das perfurações. A perda média de 5 a 10% pode ser considerada no cálculo do consumo final.

Propriedades e características
Consistência: Pastosa
Massa específica: 1,700 kg/dm3
Tempo em aberto a 0 oC: 45 minutos
Tempo em aberto a 10 oC: 10 minutos
Tempo em aberto a 20 oC: 6 minutos
Tempo em aberto a 30 oC: 30 segundos
Período de liberação para carga a 0 oC: 150 minutos
Período de liberação para carga a 10 oC: 105 minutos
Período de liberação para carga a 20 oC: 50 minutos
Período de liberação para carga a 30 oC: 30 minutos
Temperatura de aplicação: -10 a 30 oC

Fornecimento e armazenagem

Tecfix One é fornecido em bisnagas de 380 mL. Mantendo-se em local seco, ventilado e na embalagem original lacrada, sua validade é de 12 meses.

Precauções

As medidas de higiene e de segurança do trabalho e as indicações quanto ao fogo, limpeza e disposição de resíduos devem seguir as recomendações constantes na FISPQ do produto.

IMPORTANTE: O rendimento e o desempenho do produto dependem das condições ideais de preparação da superfície/substrato onde será aplicado e de fatores externos alheios ao controle da ANCHORTEC, como uniformidade da superfície, umidade relativa do ar e ou de superfície, temperatura e condições climáticas, locais, além de conhecimentos técnicos e práticos do aplicador, usuário e outros. Em função destes fatores, o rendimento e performance podem apresentar variações.