Tecfix EP

Característica:
Tecfix EP é um produto bicomponente disposto numa bisnaga com câmaras independentes, projetada para realizar a mistura adequada dos constituintes imediatamente no momento da aplicação. Tecfix EP é um produto pré-dosado, à base de epóxi isento de estireno, não retrátil, destinado à ancoragem de barras de aço, chumbadores, tirantes e parafusos de fixação, em estruturas de concreto, rocha ou alvenaria. Adere a substratos úmidos e devido à elevada resistência mecânica conferida à ancoragem requer perfurações de menores dimensões, tanto na profundidade quanto no diâmetro do furo, gerando maior produtividade e economia devido ao menor consumo na obra.

Indicações

- Para ancoragem permanente de barras de aço, chumbadores, tirantes e parafusos de fixação, em concreto, rocha ou alvenaria, tanto na posição horizontal quanto na vertical

Vantagens

- Fácil de aplicar, apresenta um misturador estático que proporciona a mistura ideal no momento da aplicação

- Rápido ganho de resistência

- Pode ser aplicado sobre superfícies secas ou úmidas

- Não retrátil

- Resistente a vibrações

- Garantia e confiabilidade na execução de ancoragens em perfurações verticais voltadas com a abertura para baixo

- Agilidade da obra com a perfuração de menores profundidade e diâmetro

- Proporciona grande economia devido ao alto rendimento do material

- Produto atóxico, não agressivo ao meio ambiente

Dados Técnicos

Propriedades e características
Consistência: Pastosa
Massa específica: 1,500 kg/dm3
Tempo em aberto a 5 oC : 30 minutos
Tempo em aberto a 10 oC : 15 minutos
Tempo em aberto a 15 oC: 12 minutos
Tempo em aberto a 20 oC: 10 minutos
Tempo em aberto a 25 oC: 6 minutos
Tempo em aberto a 30 oC: 4 minutos T
empo em aberto a 35 oC: 3 minutos
Período de liberação para carga a 5 oC: 8 horas
Período de liberação para carga a 10 oC: 6h30
Período de liberação para carga a 15 oC: 5 horas
Período de liberação para carga a 20 oC: 3h30
Período de liberação para carga a 25 oC: 2h45
Período de liberação para carga a 30 oC: 2 horas
Período de liberação para carga a 35 oC: 1h45
Temperatura de aplicação: -10 a 30 oC

Consumo teórico aproximado
O cálculo do consumo para a resina de ancoragem química Tecfix EP pode ser realizado através da equação 3 disposta a seguir.

Onde:
C – consumo da resina em mL
ffuro – diâmetro do furo ou perfuração em mm
fbarra– diâmetro da barra em mm
L – profundidade de ancoragem, em mm
N – número de perfurações

As Tabelas 4 e 5 apresentam o consumo calculado para as situações de ancoragem descritas no item Critérios de projeto.

Diâmetro do furo (mm) Diâmetro do furo (mm) Concreto C20 e C25
L mín.
L máx. (mm)
Consumo por furo
(cm³ ou mL)
Quantidade de furos
por embalagem de 400 mL
8 10 80 2,26 177,00
280 7,91 50,00
10 12 100 3,45 115,00
366 12,64 31,00
12 16 120 10,55 38,00
428 37,65 10,00
16 20 160 18,10 22,00
562 63,53 6,00
20 25 200 35,33 11,00
702 123,99 3,00
25 28 250 31,20 12,00
775 96,73 4,00
28 32 320 60,29 6,00
800 150,72 2,50

 

Quando há mais de uma situação de ancoragem, ou seja, quando há mais de um diâmetro de barra ou variam os comprimentos de ancoragem, deve-se calcular por números de furo para cada situação e somar o volume total. Para obter o número de peças da resina de ancoragem, devese dividir o volume total, em mL, por 400. Caso seja necessário calcular o consumo em kg, a densidade de Tecfix EP é 1.500 kg/m³. Para situações intermediárias pode-se interpolar os dados ou utilizar a equação 3 para a determinação do consumo da ancoragem química.

Tabela 5 – Consumo para aço estrutural CA-50 e concretos C35 e C45.

Diâmetro do furo (mm) Diâmetro do furo (mm) Concreto C35 e C45
L mín.
L máx. (mm)
Consumo por furo
(cm³ ou mL)
Quantidade de furos
por embalagem de 400 mL
8 10 80 2,26 177,00
219 6,19 50,00
10 12 100 3,45 115,00
284 7,85 31,00
12 16 120 10,55 38,00
312 27,43 10,00
16 20 160 18,09 22,00
437 49,40 6,00
20 25 200 35,33 11,00
546 96,43 3,00
25 28 250 31,20 12,00
712 88,87 4,00
28 32 320 60,29 6,00
800 150,72 2,50

 

Tabela 6 – Consumo para aço estrutural CA-50 e concretos C45 e C55.

Diâmetro do furo (mm) Diâmetro do furo (mm) Concreto C45 e C55
L mín.
L máx. (mm)
Consumo por furo
(cm³ ou mL)
Quantidade de furos
por embalagem de 400 mL
8 10 80 2,26 177,00
179 5,06 50,00
10 12 100 3,45 115,00
233 8,05 31,00
12 16 120 14,07 38,00
255 22,42 10,00
16 20 160 18,09 22,00
358 40,47 6,00
20 25 200 35,33 11,00
447 78,95 3,00
25 28 250 31,20 12,00
582 72,64 4,00
28 32 320 60,29 6,00
773 145,63 2,50

 

É importante levar em consideração uma determinada perda de material, devido principalmente ao excesso que pode ser lançado nas perfurações, o que pode ocorrer no início das atividades, já que é necessário calibrar o número de movimentos de bombeamento da resina para garantir a quantidade correta a ser aplicada em cada perfuração. Esta perda pode variar também em função de erros nas dimensões das perfurações. A perda média de 5 a 10% pode ser considerada no cálculo do consumo final.

Instruções de Uso

Critérios de projeto

O projetista de estruturas ou de recuperação estrutural deve observar as características e propriedades da resina de ancoragem para dimensionar de forma precisa e segura. Os parâmetros a serem considerados no dimensionamento da ancoragem química são os seguintes:
- Propriedades do concreto de substrato;
- Propriedades do aço da barra, chumbador ou elemento a ser ancorado;
- Desempenho da resina de ancoragem ou adesivo;
- Diâmetro da barra;
- Espaçamento das ancoragens;
- Profundidade de ancoragem.

Devido ao número de variáveis, não é possível ensaiar em laboratório todas as condições de serviço. Portanto, é interessante poder determinar as cargas de trabalho por intermédio do cálculo dos esforços envolvidos. O cálculo para se determinar as cargas de serviço para as barras leva em consideração a profundidade de ancoragem e a qualidade do concreto, indicada pela resistência à compressão do material. O valor da carga determinada pelo cálculo é um indicativo da carga de serviço, que deve ser confirmada por ensaios de campo no local da aplicação.

Onde:
Fwork – carga de serviço, em kN
f – coeficiente de aderência da resina
f- diâmetro do furo ou perfuração, em mm
L – profundidade de ancoragem, em mm

A Tabela 1 apresenta os coeficientes de aderência para concretos com resistência à compressão e aço estrutural CA-50.

Tabela 1 – Coeficiente de aderência – Tecfix EP

Tipo de Aço Concreto C20 e C25 Concreto C35 e C45
CA – 50 1,51 1

A carga de serviço assim calculada deve ser então reduzida em consideração às distâncias da borda, ao espaçamento da ancoragem, à temperatura e outras circunstâncias que reduzem a capacidade de suporte do substrato. Para barras muito finas a carga de serviço não deve exceder a carga de ruptura teórica do aço utilizado, devendo-se limitar a carga de serviço ao valor da carga de ruptura teórica dividido por 4, sendo este o coeficiente de segurança. Para armaduras, a carga de serviço também não deve exceder a carga de ruptura teórica do aço, no entanto, o coeficiente de segurança passa a ser de 1,15. As barras de aço estrutural consideradas neste texto são as de uso comum na construção civil brasileira, denominadas CA-50.

A Tabela 2 mostra as forças máximas de tração, ou seja, a carga máxima de ruptura à tração, utilizando o aço para construção CA-50, relacionando quatro classes de concreto, comprimentos de ancoragem mínimos e máximos e diâmetros da barra e do furo distintos.

Tabela 2 – Capacidade de carga para Aço Estrutural CA-50

Diâmetro da barra Diâmetro do furo Concreto C20 e C25 Concreto C35 e C45
(mm) (mm) L mín. F mín. L mín. F mín.
L mín. F máx. (kN) L mín. F máx. (kN)
8 10 80 5,30 80 8,0
330 21,87 219 21,87
10 12 100 7,95 100 12,0
429 34,13 284 34,13
12 16 120 12,72 120 19,20
463 49,13 312 49,13
16 20 160 21,19 160 32,0
660 87,39 437 87,40
20 25 200 33,11 200 50,0
824 136,52 546 136,52
25 28 250 46,36 250 70,0
1000 185,43 712 199,40
28 32 280 59,34 320 102,4
1120 237,35 800 256

 

Com os dados da Tabelas 2 pode-se avaliar a resistência oferecida pela resina. Para outros diâmetros, recomenda-se estimar a resistência pelo cálculo descrito anteriormente e executar ensaios para comprovar os valores calculados, lembrando que outras variáveis podem influenciar no desempenho final do sistema. Dois outros parâmetros devem ser considerados na avaliação estimativa da capacidade de suporte à tração do sistema de ancoragem. O primeiro se refere ao limite de proximidade da perfuração à face do concreto, ou seja, à borda do elemento estrutural. Esta distância define o fator multiplicativo de redução do limite de distância 1. O segundo se refere à distância entre as perfurações, denominado espaçamento de ancoragem, estabelecendo-se o fator multiplicativo 2.

Onde:
Fwork-p – carga de serviço reduzida, em kN
d1 – limite de distância, admensional
d2 – espaçamento da ancoragem, admensional
Fwork – carga de serviço, em kN

Em situações em que há uma série de perfurações próximas entre si e das bordas do elemento estrutural, deve-se corrigir a estimativa original da capacidade de suporte à tração com o uso da equação 2 indicada e utilizando-se os fatores multiplicativos da Tabela 3. Os fatores multiplicativos são determinados em função da profundidade de ancoragem “L”, ou seja, uma vez estimada a carga e a profundidade de ancoragem com o uso da equação 1, pode-se considerar a influência da distância da perfuração e da proximidade desta em relação às bordas e modificar o projeto quando necessário, considerando uma perda da capacidade portante.

Tabela 3 – Fatores de redução para correção da capacidade de carga em situações de furos muito próximos entre si e das bordas.

Preparo e execução das perfurações
A perfuração pode ser executada de três modos: (a) com perfuratrizes rotativas, (b) com coroas diamantadas, neste caso devem ser escareados, ou (c) realizando furos pré-moldados com configuração em cauda de pombo invertida. Após a execução dos furos é de fundamental importância retirar todo o pó e os materiais soltos, preferencialmente com jato de ar filtrado ou água. Utilizando o padrão das bitolas disponíveis para a construção civil, a diferença entre o diâmetro da barra e o diâmetro do furo deve ser de apenas um diâmetro padrão, ou seja, para barras de ancoragem com diâmetro de 12,5 mm, por exemplo, o furo deve ter 16 mm (medida padronizada para as barras de aço CA-50), ou para barras de ancoragem com bitola de 16 mm, o furo deve apresentar 20 mm de diâmetro. Devido à elevada resistência mecânica de Tecfix EP, as profundidades de ancoragem podem ser calculadas com dimensões muito inferiores, gerando um enorme ganho de produtividade, velocidade na execução e economia de equipamentos e de materiais.

Preparo das barras de aço
As barras, chumbadores, tirantes e parafusos de fixação devem apresentar-se limpos, isentos de graxas, óleos e produtos de corrosão. Após a limpeza, não manusear o metal na região de ancoragem. De preferência proteger as extremidades das barras até o momento da ancoragem.

Mistura
É realizada no momento da aplicação pelo próprio sistema da embalagem. Acoplar o bico helicoidal na ponta da bisnaga de Tecfix EP, inserir esta no Aplicador Tecfix EP e bombear o adesivo, até observar-se a saída do fluido lubrificante que deve ser descartado. No momento em que se observar a vertência do produto homogêneo com consistência pastosa, introduzir o bico nas perfurações para início da aplicação.

Limite de distância 0,6L 0,7L 0,8L 0,9L 1,0L 1,1L 1,2L
d1 0,48 0,55 0,65 0,70 0,80 0,90 1,00
Onde: L = profundidade de ancoragem
Espaçamento de ancoragem 0,5L 0,6L 0,7L 0,8L 0,9L
d2 0,80 0,85 0,90 0,95 1,00

 

Aplicação

A superfície do concreto pode estar seca ou úmida. Tecfix EP deve ser bombeado continuamente para dentro dos furos de ancoragem com o uso do Aplicador Tecfix EP, sempre do fundo para a borda. A barra deve ser inserida sob pressão e com leve movimento de giro, até atingir a profundidade determinada em projeto. A barra deve ser mantida na posição até o endurecimento da resina, que varia conforme a temperatura ambiente.

Embalagem

Fornecido em bisnagas de 400 mL

Armazenagem

Manter em local seco, ventilado e na embalagem original lacrada. Validade 12 meses

Cuidados Especiais

Precauções
As medidas de higiene e de segurança do trabalho e as indicações quanto ao fogo, limpeza e disposição de resíduos devem seguir as recomendações constantes na FISPQ do produto.

IMPORTANTE: O rendimento e o desempenho do produto dependem das condições ideais de preparação da superfície/substrato onde será aplicado e de fatores externos alheios ao controle da ANCHORTEC, como uniformidade da superfície, umidade relativa do ar e ou de superfície, temperatura e condições climáticas, locais, além de conhecimentos técnicos e práticos do aplicador, usuário e outros. Em função destes fatores, o rendimento e performance podem apresentar variações.