Os “Rs” da Sustentabilidade

Sustentabilidade

Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ou seja, a sustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro.

Originalmente os “Rs” surgiram como consequência da Segunda Guerra Mundial. Na época, devido à guerra, havia escassez de materiais e a implementação da política dos “Rs” teve o objetivo de ajudar as empresas a lidarem com a falta de recursos. Após o fim da Segunda Guerra Mundial, esse conceito foi se popularizando à medida que crescia a preocupação pelo implemento de políticas ambientais.

Os “Rs” constituem uma vertente da sustentabilidade que tem sido bastante disseminada e muitas pessoas têm aderido mundo afora. Eles funcionam como um guia, uma linha de pensamento que se deve ter antes de adquirir e/ou descartar algo. São eles:

  • Reduzir

A primeira atitude do consumo responsável é questionar a real necessidade de determinada aquisição, seja de produtos, seja de serviços. Escolher aqueles que duram mais ou são reutilizáveis, abolir a compra por impulso, evitar desperdícios e diminuir a quantidade de resíduos gerados.

Não é de hoje que a literatura usa o jogo de palavras para rimar e distinguir os verbos “ser” e “ter”; nesse sentido, as pessoas que experimentam a simplicidade do consumo no cotidiano, sabem que ter menos pode ser mais prazeroso. Um bom começo por exemplo, é reduzir o uso de embalagens, preferir produtos a granel àqueles embalados em isopor e plásticos, evitar o “troca-troca” de celulares e computadores e repensar a quantidade de brinquedos que abarrotam o quarto das crianças.

A Palavra de ordem “reduzir” deve ser adotada para se ter uma vida menos superlativa e mais bem vivida, e contribui para as práticas de “recusar“, “redesenhar” e “reparar” as quais são sintetizadas a seguir:

  • Recusar

Para uma sociedade com menos resíduos muitas vezes é necessário – e possível – dizer “não”. Por exemplo, recusar as sacolinhas plásticas do supermercado, substituindo-as por caixas ou ecobags. Saquinhos oferecidos em compras minúsculas também são completamente dispensáveis.

  • Redesenhar

Empresas e indústrias também devem entrar no jogo e investir em projetos inteligentes que alterem a forma como suas mercadorias são produzidas. Processos que consomem menos água e materiais, embalagens e produtos mais fáceis de serem reciclados e esforços para uma gestão adequada de resíduos são pontos cruciais.

  • Reparar

Uma forma de reagir à cultura do descartável é investir no conserto de objetos quebrados em vez de comprar novos; os produtos “novos” são exigentes de muita energia e matéria-prima, extraídas de um planeta que já acenou sua finitude.

  • Reutilizar

Jogar diretamente no lixo algo que pode ser recriado, esvazia as chances de se aproveitar todas as possibilidades de um mesmo objeto. Móveis por exemplo, podem ganhar novas roupagens e funções, folhas de rascunho podem virar caderno e bloco de anotações. Aproveite a internet, que está repleta de sites e blogs divulgando boas ideias de reutilização e reaproveitamento. Buscar novos significados para os pertences é um convite à criatividade e ajuda a diminuir a pressão sobre os recursos.

  • Reciclar

Colocar objetos em um novo ciclo de produção: eis o que se faz ao “re-ciclar”. Diferentes técnicas de reciclagem constituem um mercado que gera empregos, economiza energia e origina matérias-primas para fabricação de outros bens – o que é mais econômico e sustentável do que começar o ciclo do zero, com recursos extraídos primariamente da natureza. A coleta seletiva doméstica tem um papel importante nisso tudo. Em casa, duas lixeiras são o suficiente: uma para os resíduos orgânicos – como cascas de frutas e restos de verduras que podem ser transformados em adubo por meio de composteiras em casas, apartamentos e escritórios – e outra para os secos. Quando os resíduos são separados corretamente, o índice de aproveitamento passa de 70%. Exigir programas de reciclagem dos governos locais também é essencial para que o objetivo seja efetivamente atingido.

 

Referências:

REVISTA PÁGINA 22 – INFORMAÇÃO PARA O NOVO SÉCULO “OS Rs FUNDAMENTAIS” 2013.

Disponível em: <http://www.pagina22.com.br/index.php/2013/09/os-rs-fundamentais/> Consulta em 20/02/2014.

SUA PESQUISA – “SUSTENTABILIDADE”.

Disponível em:<http://www.suapesquisa.com/ecologiasaude/sustentabilidade.htm> Consulta em 21/02/14.