Recuperação de Piso de Concreto Industrial com Cimento Autonivelante e Revestimento Epóxi

Solução apresentada para problema ocorrido em uma Usina de Manutenção da REPLAN, refinaria da Petrobrás situada em Paulínia (SP), onde o piso em concreto armado apresentava sinais de desgaste, numa área total de 400m2.

Local

REPLAN – Refinaria Planalto – Paulínia – SP

Especificação e Supervisão Técnica

Engº José Mario Andrello (Casa D’Água Tecnologia para Construção)

Execução

Casa D’Água e Limpadora Alto Brilho

Características Gerais

Situação Inicial

O piso encontrava-se danificado por impactos e abrasão exercidos pelos trabalhos desenvolvidos na oficina mecânica que funciona no local, apresentando também esborcinamento das juntas de concretagem e de dilatação do piso de concreto armado de 25 anos de idade. Havia contaminação por óleos, graxas, tintas, solventes e demais substâncias “estranhas” ao concreto, além de um revestimento com argamassa epóxi que apresentava-se deteriorada e solta do substrato.

Processo Utilizado

Remoção mecânica manual do revestimento de argamassa epóxica; frezamento da camada contaminada do piso de concreto; limpeza das juntas do piso; lavagem; execução de novo piso cimentício auto-nivelante e revestimento com pintura epóxi de alta espessura.

Área executada

400 m2

Procedimentos

Consideração Inicial

Este trabalho tem o objetivo de relatar tecnicamente, como foram conduzidos e executados os serviços na obra, não tendo por sua vez, fins didáticos;

1. Introdução

Após termos visitado a REPLAN – Refinaria Planalto, da PETROBRÁS em Paulínia – SP, onde apresentamos a Casa D’Água Tecnologia para Construção e desenvolvemos nossos trabalhos de acessoria técnica para projetos e manutenções com nossa linha de produtos, foi solicitado que apresentássemos um trabalho de recuperação do piso da oficina mecânica do departamento de manutenção SEDIN II, que oferecesse um melhor custo-benefício do que as propostas comerciais convencionais, além de um menor tempo de execução dos trabalhos para liberação rápida da oficina.
Fizemos então uma especificação técnica para o caso, juntamente com uma proposta comercial, onde indicamos também o aplicador e o fornecedor dos produtos que participariam da tomada de preços.
Depois de aprovado pelo departamento técnico da Petrobrás, o nosso trabalho foi negociado comercialmente, e apresentou o menor custo para o serviço.
Durante a obra fizemos acompanhamento de todas as etapas do serviço, para garantirmos que o mesmo fosse executado da melhor forma possível e alcançasse o resultado desejado.
Desta forma, passamos a seguir a apresentação desse trabalho.

2. Situação Inicial – Problemas encontrados:

O piso estava deteriorado e desgastado por intensa utilização da oficina, onde haviam sido feito manutenções de regularização e nivelamento com argamassa epóxi com espessuras médias de 15 milímetros, sobre o substrato mal preparado e limpo, sendo ainda executado um revestimento auto-nivelante em epóxi sobre essa argamassa de regularização.
Não haviam sido tratadas as juntas de concretagem e de dilatação desse piso, sendo deixado sob esse piso epóxi, todos os sarrafos de madeira utilizados na execução do piso de concreto e vários inserts metálicos, oxidados.
Apresentava-se também o piso com contaminação por óleos, graxas, tintas, solventes e demais produtos utilizados na oficina, além do desplacamento total do revestimento aplicado sobre o concreto (substrato) (fotos 01 e 02).

3. Trabalhos Executados

3.1. Remoção do revestimento existente e limpeza das juntas

Inicialmente foi removido mecanicamente com auxílio rompedores pneumáticos, alavancas, picaretas, espátulas, etc., todo o revestimento de argamassa epóxi com areia e epóxi auto-nivelante existente sobre o substrato, bem como foram removidos todos os sarrafos de madeira e inserts metálicos, limpando também as juntas de concretagem, deixando-as abertas (fotos 03, 04 e 05).

3.2. Preparo do substrato

Na etapa seguinte foi feito o frezamento de todo o substrato, com a remoção de uma espessura média de 4 milímetros do mesmo (fotos 06 e 07), para eliminação da camada superficial mais contaminada, e ainda fazer um nivelamento prévio das depressões e buracos encontrados, depois da remoção do revestimento existente.
Na seqüência foi feita uma lavagem do substrato com hidrojateamento de alta pressão, com a utilização de Eucoplast DV na diluição de 1:1 com água, seguido de enxague, e ainda lavagem com Eucolimp Xampú na diluição de 1:10 com água e novo enxague, para remoção dos resíduos de óleos e graxas restantes.

3.3. Regularização do substrato

Após a etapa anterior executada, foi feita a hidratação do substrato por 24 horas, para então, todas as juntas de dilatação e de concretagem que estavam abertas serem preenchidas com argamassa Eucomassa G.
O substrato foi mantido hidratado nessa etapa do serviço, sendo então removida as poças e aplicado um primer de Eucocryl AD diluído com água na proporção de 1:1, com consumo de 300 gr/m2 (foto 08).
Na seqüência da aplicação do primer, foi regularizado o substrato com Euco Thin Top – argamassa cimentícia auto-nivelante – com consumo de 12 kg/m2 para uma espessura média de 10 milímetros, (fotos 09, 10, 11), sendo adensado e nivelado com “rolo quebra-bolhas” (fotos 12 e 13).
Logo após a pega inicial do Euco Thin Top, foi feito a cura úmida por 48 horas.
Após a cura úmida foi executado um polimento leve da regularização executada, para eliminar pequenas ondulações, e natas de cimento que exsudam no processo de lançamento e adensamento do Euco Thin Top, com pedras abrasivas grossas.
Por fim, foi executada uma limpeza final com hidrojateamento para remoção da lama do polimento.

3.4. Tratamento das juntas do piso

Juntamente com a etapa anterior, foram executados cortes com serra disco “kliper”, nas posições das juntas que anteriormente foram cheias com Eucomassa G e previamente marcadas suas posições, com profundidade de aproximadamente 5 cm e largura de 5 mm.

3.5. Revestimento Final.

Depois de aguardar um prazo de cinco dias para que a regularização executada com Euco Thin Top secasse, procedeu-se o tratamento da juntas serradas, colocado um suporte de corda de sisal calcado com um centímetro de profundidade para dentro dessas juntas, e feito o preenchimento das mesmas com Eucojunta Flexível, com rendimento de sete metros de junta para cada quilo de mastique.
Como revestimento e acabamento final, foi aplicado em forma de pintura de alta espessura, Eucopoxy Piso 301 em duas demãos com consumo de 400 gr/m2, com intervalo de doze horas entre demãos, sendo também feita demarcações de áreas e faixas de circulação com cores diferentes (fotos 14 e 15).

4. Finalização

Conseguimos executar esse processo e vinte dias corridos, com custo de R$ 29,60 / m2, atendendo as exigências do cliente, conseguindo sua satisfação.

Foto 01

Foto 02

Foto 03

Foto 04

Foto 05

Foto 06

Foto 07

Foto 08

Foto 09

Foto 10

Foto 11

Foto 12

Foto 13

Foto 14

Foto 15

Foto 16